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Pois é, pessoal. Não pensem que vou passá-la em valhelhas ou no paúl. Já há algumas propostas bem interessantes.
É de começar a decidir se é para ir ou não. O mais rápido possível. Inteirem-se lá das possibilidades e confirmem, quem estiver mesmo interessado em ir.
Achei interessante. E a música é gira.
Não sei se gostam. Eu acho que é das melhores bandas actuais.
“Neon Bible” é o novo álbum deles e, apesar da responsabilidade que transportavam devido ao enorme sucesso de “Funeral” – o álbum anterior – não deixam os créditos em mãos alheias. Apresenta-se já, para mim, como um dos candidatos a álbum do ano de 2007.
Link para dl:
http://www.sendspace.com/file/2htmlu
Pois é, infelizmente… Porque há quem tenha certos dons…
É que pegou moda, a dança…
Porque quem é bom, é bom.
“Blood Diamond” é o novo filme de Edward Zwick, o consagrado realizador de filmes como “Lendas de Paixão”, “Coragem Debaixo de Fogo”, “Estado de Sítio” ou “O Último Samurai”, todos eles bem recebidos por público e crítica. Este último trabalho também teve forte impacto, comprovado pelos elevados números de bilheteira mundo fora, ou pelo reconhecimento de qualidades técnicas e artísticas (nomeado para as principais galas de prémios de cinema existentes). O director de fotografia é o nosso ilustre Eduardo Serra, que nos brinda com mais um excelente trabalho.
Para mim, é um dos já candidatos a filme do ano de 2007 (porque cá só estreou este ano). Fantástico a todos os níveis, “Blood Diamond” transporta uma mensagem moral de grande valor humanitário e opera sobre a materialidade das coisas e consequentes níveis de importância que obtêm sobre nós.
O filme passa-se no conflito civil de Serra Leoa, nos anos 90 e conta a história de um traficante de diamantes (Di Caprio), de um pescador (Djimon Honsou) e de uma jornalista em solo de guerra (Jennifer Connely). Djimon é Solomon Vandy, um pai honesto que se vê privado da sua família e forçado a trabalhar num campo de diamantes, onde, ocasionalmente, encontra um valioso diamante cor-de-rosa. Leonardo Di Caprio é Danny Archer, um mercenário sul-africano que ganha a vida a traficar diamantes “sujos” para a Europa. É na prisão que se cruza com Solomon e ganha conhecimento da existência de tão valioso diamante e, juntos, embarcam numa jornada em busca do diamante e da família de Solomon. Jennifer é Maddy Bowen, uma jornalista que ambiciona contribuir de alguma forma para o salvamento de milhares de vidas afectadas pelo conflito e cujo interesse pelo tráfico de diamantes sujos a leva a cruzar-se com Danny.
Mas “Blood Diamond” é mais do que um mero filme de acção. É um exercício de descoberta do que realmente predomina no ser humano. É a afirmação do que verdadeiramente interessa na curta experiência de vida que temos. Daí a força patente na incompreensão de Solomon ao aperceber-se que Danny não ambiciona um lar, nem tão pouco uma família, questionando desta forma o valor material das coisas. É uma jornada de auto-descoberta que todos percorrem, alterando as suas maneiras de estar com a vida, alterando os seus princípios e atitudes. É também um retrato do cenário assustador que tem preenchido África nas últimas décadas, cujos interesses económicos teimam em persistir acima de qualquer preocupação humanitária – muito bem iconizado com a personagem de um velho que se cruza com Solomon e Danny a determinado momento do filme, em que este afirma “Imaginem que tínhamos petróleo…” – e do resgate de milhares de jovens pelos guerrilheiros, com o intuito de os formarem militarmente, recorrendo ao uso de drogas e álcool, tonando-os autênticas máquinas de combate.
“Blood Diamond” é tudo isto e muito mais. É um filme de elevado nível moral, o qual aconselho vivamente ao vosso visionamento. É uma obra capaz de suscitar diversos estados emocionais e que vos vai pôr a pensar por um tempito nas imagens que acabaram de ver.
http://blooddiamondmovie.warnerbros.com/ (site oficial)
O mais recente filme de Woody Allen aborda a temática da ambição jornalística e da predominância que a obtenção de um “scoop” (para nós equivalente à notícia de manchete – o exclusivo capaz de lançar uma carreira ou abanar um país) obtém sobre determinados valores morais e emocionais.
Scarlett Johansson é Sondra Pransky, uma jovem jornalista disposta a tudo para obter a notícia desejada. Ian McShane é Joe Strombel, um consagrado jornalista que, após falecer, fica a par de um possível scoop. Dada a sua incapacidade física de se debater sobre o mesmo, decide ludibriar o rumo do processo pós-falecimento e aparece espiritualmente nas sessões de magia de Sid Waterman (interpretado por Woody Allen), durante um exercício de ilusão em que Sondra é “cobaia”. Hugh Jackman faz de Peter Lyman, o suspeito principal do tal scoop, que Sondra e Sid decidem começar a investigar.
A partir desta ideia, aconselho a ver o filme, que se trata da segunda obra de Woody Allen em solo britânico, embora desta feita num registo distinto de “Match Point”, regresando à comédia neurótica que o caracterizou como autor. “Scoop” é, assim, mais um exercício de raciocínio rápido, de comédia inteligente e de gargalhada inerente, num mundo imaginário em que tudo é possível e todo o pormenor é motivo de riso.
Para quem gosta de Woody Allen, “Scoop”, num cinema perto de si.
Deixo aqui os meus favoritos do ano transacto (porque em Fevereiro ainda é tempo…). Os melhores álbuns e os melhores filmes (para mim, claro).
Cinema
1. “Munich”, de Steven Spielberg
2. “Babel, de Alejandro Gonzalez Iñarritu
3. “Uma História de Violência”, de David Cronenberg
4. “O Fiel Jardineiro”, de Fernando Meirelles
5. “O Novo Mundo”, de Terrence Malick
6. “The Departed”, de Martin Scorsese
7. “Lucky Number Slevin”, de Paul McGuigan
8. “Children of Men”, de Alfonso Cuarón
9. “V de Vingança”, de James McTeigue
10. “Lady in The Water”, de M. Night Shyamalan
11. “Jarhead”, de Sam Mendes
12. “Infiltrado”, de Spike Lee
13. “World Trade Center”, de Oliver Stone
14. “Brokeback Mountain”, de Ang Lee
15. “Volver”, de Pedro Almodovar
Música
1. Cat Power – “The Greatest”
2. Koop – “Koop Islands”
3. Red Hot Chilli Peppers – “Stadium Arcadium”
4. Gotan Project – “Lunático”
5. Arctic Monkeys – “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”
6. Sérgio Godinho – “Ligação Directa”
7. The Kooks – “Inside In/Inside Out”
8. Gnarl’s Barkley – “St. Elsewhere”
9. Tv on The Radio – “Return to the Cookie Mountain”
10. Thom Yorke – “The Eraser”
11. Belle & Sebastian – “The Life Pursuit”
12. Incubus – “Light Grenades”
13. Audioslave – “Revelations”
14. Carlos Bica & Azul – “Believer”
15. Beck – “The Information”
Ora bem. Lançou-se para o ar a dica de fazermos todos uma mini-tatoo, que, de alguma forma, deixasse uma marca no nosso corpo de tudo o que passámos estes últimos 4 anos. Não há nada de mais pessoal em nós do que o nosso corpo e acho que seria uma recordação para a posterioridade.
A ideia tem estado a ser bem recebida e espero eu que se concretize.
Agora prende-se com um problema: Que raio de ícone será?
Aceitam-se sugestões.
Consiste num jogo de cartas, disputado entre duas equipas de dois elementos e é talvez o jogo de cartas que mais estatuto ganhou na nossa sociedade. É muito frequente ser jogado nos vários lares país fora, nas várias quadras festivas, com e contra as pessoas que mais gostamos e que mais próximas nos são. É um jogo sério, de elevada exigência de concentração e também, como todo e qualquer jogo de cartas, um jogo de sorte. Um torneio desta “modalidade” reúne o convívio de vários jogadores da mesma, todos ambicionando o prémio máximo. Há os que ganham e os que perdem.
Mas um torneio de sueca consiste em muito mais do que isso. Um torneio padroniza todas as vidas que em volta do mesmo giram. Temos os jogadores, os que acompanham carta por carta cada eliminatória e os que ausentemente, celebram vitórias e lamentam derrotas.
E este fim de semana em Casais Robustos serviu de mote para a compreensão do verdadeiro objectivo do torneio de sueca. Objectivo esse que, afirmando, é o de estimular o convívio (no verdadeiro sentido da palavra) de uma determinada comunidade. É garantir que durante o decorrer do torneio todas as pessoas envolvidas, implícita ou explícitamente, se relacionem umas com as outras, organizando as suas tarefas em função do cumprimento de tal objectivo.
Porque o torneio funciona como uma espécie de fio condutor de determinadas vidas, tal como num filme em que várias personagens giram em função de algo que os une. Como no “Crash” pelo racismo ou no “Babel” pela dor. Tem essa função catalisadora que serve de base para tudo o que acontece enquanto a sua duração.
E em Casais vi isso. Desde o momento em que cheguei ao momento em que parti. Um simples torneio de um simples jogo de cartas consegue-nos pôr no seio do que mais humano há nos nossos dias. A humildade das pessoas, o carinho envolvente, a alegria contagiante, a simplicidade presente, o despedir tristemente. Casais foi um constante exercício de oferta e recepção de tudo o que a vida tem de melhor para nos dar.
Obrigado Dani, pelo convite. Obrigado Casais, por tudo. E obrigado torneio de sueca.
Pois bem. Pensei começar isto com coisas engraçadas, tais como a definição de blog, a letra da mítica canção que dá nome ao blog, ou até um texto bem elaborado que deixasse qualquer visitante antever a presença assídua deste blog nos tops nacionais de qualidade bloguística.
Não é o caso. Por duas razões. Primeiro, porque não sei a definição científica do termo blog (nem me dei ao trabalho de procurar na web), porque não sei a letra da canção de cor e porque não tenho grande paciência para escrever. Segundo, porque este blog é para nós, cinemáticos. Porque o objectivo do mesmo é opinar sobre tudo e qualquer coisa que nos venha à cabeça. Seja o último filme que vimos, a música engraçada que ouvimos, as peripécias da noite anterior, o novo corte de cabelo de um qualquer de nós, a quantidade de vezes que frenquentámos a casa de banho num determinado dia, o magnífico almoço que não tivemos, deixar o aviso de uma promoção rentável do continente expirada na véspera, etc, etc.
Porque nós merecemos um blog. Merecemos expandir a nossa existência à web (o hi5 já aborrece um pouquinho e esta coisa dos blogs até pode ser gira).
Obrigado Edmundo Cordeiro. O grande visionário a quem devemos o nome do blog.
Obrigado cinemáticos. Divirtam-se. Fica esta foto para recordação (e incentivo à vossa participação).
by Renúncias





