scoop_l200606151144.jpg

O mais recente filme de Woody Allen aborda a temática da ambição jornalística e da predominância que a obtenção de um “scoop” (para nós equivalente à notícia de manchete – o exclusivo capaz de lançar uma carreira ou abanar um país) obtém sobre determinados valores morais e emocionais.

Scarlett Johansson é  Sondra Pransky, uma jovem jornalista disposta a tudo para obter a notícia desejada. Ian McShane é Joe Strombel, um consagrado jornalista que, após falecer, fica a par de um possível scoop. Dada a sua incapacidade física de se debater sobre o mesmo, decide ludibriar o rumo do processo pós-falecimento e aparece espiritualmente nas sessões de magia de Sid Waterman (interpretado por Woody Allen), durante um exercício de ilusão em que Sondra é “cobaia”. Hugh Jackman faz de Peter Lyman, o suspeito principal do tal scoop, que Sondra e Sid decidem começar a investigar.

A partir desta ideia, aconselho a ver o filme, que se trata da segunda obra de Woody Allen em solo britânico, embora desta feita num registo distinto de “Match Point”, regresando à comédia neurótica que o caracterizou como autor. “Scoop” é, assim, mais um exercício de raciocínio rápido, de comédia inteligente e de gargalhada inerente, num mundo imaginário em que tudo é possível e todo o pormenor é motivo de riso.

Para quem gosta de Woody Allen, “Scoop”, num cinema perto de si.